O essencial de Serra de Javalambre

  • • Pico Javalambre a 2.020 m, com Observatório Astrofísico e certificação Starlight
  • • Estação de esqui com 18 pistas e 14 km esquiais, a 2 horas de Valência
  • • Endemismos botânicos como Oxytropis jabalambrensis e Sideritis javalambrensis
  • • Trufa negra de Sarrión, primeira localidade produtora da Espanha
  • • Cabra montés, águia real e sabinares albares no sistema ibérico

Descrição

A Serra de Javalambre ergue-se no sistema ibérico turolense com a sua cume principal, o Pico Javalambre, a 2.020 metros acima do nível do mar. Administrativamente pertence à província de Teruel, embora as suas estribações se estendam até Valência. Os municípios que a rodeiam —Torrijas, Arcos de las Salinas, Camarena de la Sierra, La Puebla de Valverde, Sarrión, Albentosa, Abejuela e Manzanera— somam uma população reduzida, o que permitiu que a serra mantivesse níveis mínimos de poluição luminosa e um silêncio que se percebe desde as primeiras horas da noite.

Essa escuridão transformou Javalambre num referente da astronomia. O Observatório Astrofísico de Javalambre (OAJ), situado no Pico del Buitre a 1.957 metros, é uma Instalação Científica e Técnica Singular (ICTS) gerida pelo Centro de Estudios de Física del Cosmos de Aragón (CEFCA). Dispõe de dois telescópios profissionais —o JST250 de 2,55 m com um campo de visão de 3 graus, e o JAST80 de 80 cm— dedicados a cartografias astronómicas de grande campo. Em 2017, a zona obteve a certificação da Fundação Starlight como reserva de céu escuro, o que sustenta o seu uso tanto científico como turístico. Galáctica, o centro de divulgação da astronomia localizado a 10 km do observatório, oferece atividades de divulgação durante todo o ano.

A estação de ski de Javalambre, inaugurada em 1995, conta com 14 quilómetros esquiáveis distribuídos em 18 pistas: 5 verdes, 3 azuis, 8 vermelhas e 2 negras. Junto com a vizinha estação de Valdelinares, forma o domínio esquiable de Aramón Javalambre-Valdelinares, uma das opções de neve mais próximas de Valência, a cerca de duas horas por estrada. Fora da época de neve, as pistas e as pistas florestais circundantes são utilizadas para caminhadas e bicicleta de montanha, com rotas que conectam os povoados da serra através de sabinares e pinares.

A flora de Javalambre destaca-se pelos seus endemismos botânicos. Nas cotas altas cresce a sabina rastrera (Juniperus sabina) junto a espécies exclusivas como Oxytropis jabalambrensis e Sideritis javalambrensis. As ladeiras médias estão cobertas de pinares (Pinus sylvestris e Pinus nigra), sabinares albares (Juniperus thurifera) e quejigares. Entre a fauna encontram-se a cabra-montês, o corzo, o javali, a lebre e o coelho. As rapazes incluem a águia-real, a águia-culebrera e o bufo-real. A perdiz-vermelha e a codorna habitam os espaços abertos, enquanto a avifauna florestal inclui picos, trepadores e páridos.

O acesso principal realiza-se pela estrada A-23 desde Teruel (cerca de 45 minutos) ou desde Valência pela mesma autoestrada. Os povoados da serra, com apenas alguns centenas de habitantes, oferecem alojamentos rurais e restauração baseada em produtos locais: trufa negra de Sarrión (primeira localidade produtora de Espanha), presunto de Teruel com D.O., queijo de cabra e cordeiro à pastora. A baixa densidade populacional e a ausência de grandes infraestruturas turísticas fazem de Javalambre um destino onde a desconexão é real, não um slogan.

Informação prática sobre Serra de Javalambre

Tudo o que precisas de saber para a tua visita a Serra de Javalambre

Como chegar
Desde Teruel, tomar a A-23 na direcção de Valência; o acesso à estação de esqui está sinalizado a cerca de 45 minutos. Desde Valência, a mesma A-23 no sentido contrário, com cerca de 2 horas de viagem. Não há transporte público regular até à serra; recomenda-se veículo próprio.
Informação da área
Estação de esqui Javalambre com 18 pistas e remontes. Centro Galáctica para divulgação astronómica, a 10 km do observatório. As povoações de Camarena de la Sierra e Arcos de las Salinas oferecem alojamento rural e restauração.
Geografia
Serra do sistema ibérico com altitude máxima de 2.020 m no Pico Javalambre. As ladeiras descem desde os 2.000 m até aos 900 m nos vales circundantes. Relevo de cristas, mesetas e barrancos com substratos calcários.
Flora e fauna
Sabina rastrera nas cumbres, com endemismos como Oxytropis jabalambrensis. Pinares de pinheiro silvestre e negro, sabinares albares e quejigares em ladeiras médias. Cabra montés, corço, javali, águia real, águia culebrera e bufo-real entre a fauna.

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