Rota do Cares e Picos de Europa
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Rota do Cares e Picos de Europa

O desfiladeiro mais espetacular da Cordilheira Cantábrica: 12 quilómetros escavados na rocha entre picos com mais de 2.600 metros.

De 550 € /pessoa

1-4 noites
Astúrias

Sem compromisso. Desenhamo-la contigo

§02 — O destino

Uma varanda esculpida na rocha, queijo curado em caverna e a vila sem estrada.

Vir a Picos é caminhar doze quilómetros por uma trilha que foi escavada com picareta e dinamite na parede do cânion para manter um canal hidroeléctrico, com o rio Cares a duzentos metros abaixo. Depois descer a Bulnes de funicular, pedir um prato de queijo Cabrales que amadureceu meses numa gruta natural a oito graus, e dormir numa pousada de Sotres com vistas ao maciço. Pela manhã, os Lagos de Covadonga a quarenta minutos.
O trilho do Balcón del Cares, esculpido na parede do cânion.
O trilho do Balcón del Cares, esculpido na parede do cânion.
O Naranjo de Bulnes (Picu Urriellu), 2.519 m, símbolo dos Picos de Europa.
O Naranjo de Bulnes (Picu Urriellu), 2.519 m, símbolo dos Picos de Europa.
Bulnes: a última vila da Espanha sem acesso rodoviário.
Bulnes: a última vila da Espanha sem acesso rodoviário.
Queijo Cabrales D.O.P., maturado em cavernas naturais a 8-12 °C.
Queijo Cabrales D.O.P., maturado em cavernas naturais a 8-12 °C.
§03 — Porque se destaca

Porque se destaca

  1. 01

    Um trilho escavado a pico e dinamite nos anos 40

    A Rota do Cares foi construída entre 1945 e 1950 para manter o canal hidroelétrico que vai de Caín a Poncebos. Doze quilómetros de varanda escavada na parede vertical do cânion, por vezes a 200 metros sobre o rio.

  2. 02

    Bulnes: a última vila da Espanha sem estrada

    Até 2001, só se chegava a pé em duas horas desde Poncebos pelo desfiladeiro do Tejo. Nesse ano, abriu o funicular subterrâneo de Bulnes, que sobe 400 metros de desnível em 7 minutos. Ainda não há estrada.

  3. 03

    Queijo Cabrales D.O.P. maturado em caverna natural

    Mistura de leite de vaca, ovelha e cabra, sem corantes ou bolores adicionados. Matura entre 2 e 4 meses em fendas naturais das montanhas a 8-12 °C e humidade 90%. O Penicillium azul aparece sozinho, do ar da caverna.

  4. 04

    Picos de Europa: o primeiro parque nacional da Espanha (1918)

    Declarado por Alfonso XIII como Parque Nacional da Montanha de Covadonga; ampliado em 1995 aos três maciços (central, ocidental, oriental). 67.000 hectares entre Astúrias, Cantábria e Leão.

§04 — Para quem encaixa

Para quem encaixa

Com amigos Aventura Desconexão Fotografia
Adequado para caminhantes em boa forma física, casais ativos, grupos de amigos em forma e fotógrafos de paisagem. A Rota do Cares tem 12 km lineares com exposição lateral (não adequado para quem tem vertigem severa) e pouca sombra. NÃO é um destino para famílias com crianças pequenas (quedas verticais sem proteção contínua), mobilidade reduzida ou quem procura uma escapada relaxante. Para famílias com crianças pequenas, recomendamos Cantábria com crianças ou Cazorla para famílias; para uma escapada tranquila sem longas caminhadas, veja Cantábria oriental (Asón).
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§05 — O que podes viver

O que podes viver aqui

Uma vitrine editorial do que o destino oferece. Nada para reservar aqui. Quando nos escreveres, juntamos tudo conforme as tuas datas e o teu ritmo.

Aventura

O ativo: atividades guiadas ou autoguiadas, sem idealizar o desnível.

Em destaque

Rota do Cares: Caín → Poncebos

A trilha icônica dos Picos, com vista panorâmica. 12 km lineares, 4-5 horas, dificuldade média (não técnica). Escavada na parede do cânion nos anos 40 para manter o canal hidrelétrico. Recomendamos percorrê-la no sentido Caín → Poncebos pela manhã cedo (menos calor e menos gente). Leve lanterna de cabeça para os túneis.

Subir a Bulnes caminhando (PR-PNPE 22)

A trilha do Tejo: 4 km, 2 horas de subida desde Poncebos pelo desfiladeiro, +400 m de desnível. Até 2001 era a única forma de chegar à aldeia. Caminho de pedra calcetada, sombreado, sem exposição. Descer é mais rápido (1h15). Combinável com o funicular para subir ou descer.

Teleférico de Bulnes

Túnel subterrâneo de 2,2 km que sobe 400 metros de desnível em 7 minutos. Inaugurado em 2001 para acabar com o isolamento da aldeia. Tarifa ida/volta aproximada 22 €. Parte de Poncebos a cada 30 minutos. Plano ideal: subir de funicular, almoçar em Bulnes, descer a pé pelo desfiladeiro do Tejo.

Vega de Urriellu (subida ao Naranjo de Bulnes)

Desafio sério para caminhantes em forma: 6-7 horas, +1.000 m de desnível desde Pandébano (o estacionamento acessível mais alto). Chega-se à base do Picu Urriellu (2.519 m), símbolo de Picos. Refúgio Vega de Urriellu para almoçar ou pernoitar. Apenas de junho a outubro e com bom tempo.

Travessia ao refúgio Cabaña Verónica

Subir ao refúgio mais mítico de Picos: uma semicúpula militar reutilizada a 2.325 m em pleno maciço central. Acesso desde o teleférico de Fuente Dé (4-5 h caminhando pela Horcadina de Covarrobres). 18 lugares; reservar com antecedência. Para caminhantes experientes em alta montanha.

Cultura e património

O que torna o destino diferente: património, ofícios, história local.

Em destaque

Santuário de Covadonga e a Gruta Sagrada

A Basílica de Covadonga (1901, estilo neorromânico) e a Santa Gruta esculpida na rocha com a Virgem de Covadonga e o túmulo de Dom Pelayo. Origem simbólica da Reconquista (722). Entrada gratuita. Combine com os Lagos (10 minutos de carro pela subida).

Casa do Parque (Cangas de Onís)

Centro de visitantes do Parque Nacional Picos de Europa em Cangas. Exposição permanente sobre geologia kárstica, fauna (rebeco, urogallo, oso pardo), pastoreio tradicional e a história do primeiro parque nacional espanhol (1918). Mapas, painéis interativos. Entrada gratuita. Boa opção para dias com tempo incerto.

Gastronomia

Comer bem sem puxar do manual: produto local, ritmo de aldeia.

Em destaque

Visita à caverna de Cabrales com degustação.

Descer a uma caverna natural onde o queijo Cabrales D.O.P. amadurece a 8-12 °C e 90% de umidade. O curador explica o processo (mistura de leites, sem corantes nem bolores adicionados, 2-4 meses em fenda) e é feita uma degustação com sidra. Oferecem várias queijarias em Arenas, Tielve e Sotres. Reserva prévia imprescindível.

Cozido lebanês em Potes

Se cruzarem Liébana (lado cántabro), o cozido lebaniego é um prato local: grão-de-bico pequeno de Potes, couve-galega, batata, enchido (pão, ovo e chouriço), morcela, costela e compango. Servido em três etapas. Melhores casas em Potes e arredores. Prato substancial, não para antes de caminhar.

Sidreria tradicional em Arenas ou Cangas

Jantar em uma sidreria asturiana: chorizo ao cidra, fabes com amêijoas, cachopo e queijo Cabrales com cidra natural servida. Em Arenas de Cabrales (perto do Cares) ou Cangas de Onís (perto dos Lagos) há sidrerias familiares com cozinha honesta. Reservar para o fim de semana na época alta.

Feijoada e sanduíche de rua

Dois clássicos asturianos para dias longos de caminhada: fabada (feijões brancos da quinta, chouriço, morcela, toucinho) ou pitu de caleya (galo caipira cozinhado lentamente). Muitos restaurantes de Cangas de Onís e Arenas os têm como menu do dia no outono-inverno. Acompanhar com um snack no terraço ou sidra.

Alojamento

Onde dormes: pousadas, casas rurais, hotéis com encanto do vale.

Em destaque

Pousada rural em Sotres

Sotres (1.045 m) é a aldeia habitada mais alta da Astúria, ponto de partida para muitas rotas do maciço central (Vega de Urriellu, Cabrales). Alojamentos familiares com poucos quartos, jantares à mesa comum, vistas para Peña Maín. Sem grandes serviços — mercearia, dois bares, uma igreja. Para quem procura silêncio e partir para caminhadas à porta de casa.

Hotel rural em Cangas de Onís

Cangas é a vila com mais serviços do lado asturiano (5.500 hab.): primeira capital do Reino das Astúrias, ponte romana sobre o Sella, restaurantes, supermercado, posto de gasolina. A 25 minutos de Covadonga e 35 de Poncebos. Boa base para quem quiser dormir no centro e explorar Lagos, Cares e costa.

Refúgio de montanha (Vega de Urriellu ou Cabaña Verónica)

Para caminhantes experientes: pernoitar em refúgio guardado de alta montanha. Vega de Urriellu (1.953 m, 96 lugares) aos pés do Naranjo, ou Cabaña Verónica (2.325 m, 18 lugares) em pleno maciço central. Reserva com FEDME muito antecipada no verão. Saco próprio, lanterna de cabeça, jantar/pequeno-almoço servidos pelo guardião. Experiência, não conforto.

Natureza

A paisagem sem filtro: o que vês caminhando, sem apanhar o carro.

Em destaque

Lagos de Covadonga (Enol e Ercina)

A 40 minutos de Cangas de Onís, dois lagos glaciares a 1.100 m de altitude entre prados de faias e pastores com vacas casinas. No verão (julho-setembro) acesso só de autocarro de transporte desde Cangas. Miradouro da Princesa e percurso curto entre os dois lagos (Vega de Enol-Ercina, 1h).

Miradouro do Teleférico (Fonte Dé)

Teleférico de Fuente Dé em Liébana (Cantabria): 753 m de desnível superados em 4 minutos até os 1.823 m do Mirador do Cable. Vistas ao maciço central dos Picos de Europa. De cima, passeio fácil a Áliva ou rota desafiadora a Cabaña Verónica. O teleférico não opera com vento forte; verificar as condições no dia da visita.

Poços de Lloroza

Pequenas lagoas glaciares no maciço central, a 2.000 m, alimentadas pela neve. Percurso circular de 3-4 horas a partir do Mirador del Cable (Fuente Dé), passando pela Horcadina de Covarrobres. Paisagem lunar rochosa calcária, terreno árido, fauna de rebecos. Uma das panorâmicas mais fotografadas dos Picos.

A 30 a 60 min

Extensões a meia hora se te sobrar tempo ou se chover.

Em destaque

Oviedo: centro histórico e pré-românico

A 1h15 de Cangas: catedral de Oviedo (s. IX-XVI), Cámara Santa com a Cruz da Vitória e pré-românico asturiano (Santa María del Naranco e San Miguel de Lillo, Património UNESCO, na encosta do Naranco). Mercado de Fontán e Rua Gascona para jantar. Bom plano se o tempo estiver mau na montanha.

Llanes e a costa dos penhascos

A 45 minutos de Arenas: Llanes (vila marítima medieval, cubos da memória pintados por Ibarrola, passeio de San Pedro) e bufones de Pría (jatos de água que saem por buracos da falésia com maré e ondulação forte). Praia de Gulpiyuri (calha interior conectada ao mar). Mudança total de paisagem em meia hora.
§06 — Prático

A prática do fim de semana

Melhor altura
Primavera · Verão · Outono
Forma física
Moderado
Duração típica
1-4 noites
Mais detalhes práticos

Condição física e requisitos

Condição física média-boa. A Rota do Cares não é técnica, mas são 4-5 horas contínuas com exposição lateral em muitos trechos e pouca sombra. Não é adequada para pessoas com vertigem severa. Crianças a partir dos 10-12 anos com confiança em altura e acompanhadas de perto; antes dessa idade, é melhor mudar de destino. Se subir a pé para Bulnes ou ao Naranjo, o desnível e a duração aumentam significativamente (Vega de Urriellu são 6-7 h com +1.000 m de desnível).

Como chegar

Melhor época: maio-junio e setembro-outubro (temperatura amena, menos multidões). Julho e agosto lotados com filas no percurso. Evitar inverno: trechos com gelo e deslizamentos. Acesso a Caín: desde León por Posada de Valdeón (CL-637); atenção à estrada de Caín, estreita e com trechos sem cruzamentos. Acesso a Poncebos: desde Asturias por Arenas de Cabrales (AS-264). O percurso Caín-Poncebos tem 12 km lineares, 4-5 h, +200 m / -300 m de desnível acumulado. Levar 1,5 L de água mínimo, calçado de trekking, lanterna para os túneis, proteção solar. Não há fontes potáveis no percurso.

Recomendações

Fazer o Cares no sentido Caín → Poncebos: menos descida para as joelhas e o cânion abre-se à frente em vez de fechar atrás. Reservar transporte de regresso com antecedência (autocarros de ligação Posada de Valdeón ↔ Cangas de Onís na época alta). Dedicar uma manhã inteira a Bulnes: subir de funicular (ida ~22 €) e descer caminhando pelo PR-PNPE 22 (~2 h). Se tiverem um dia extra, subir ao Mirador del Cable em Fuente Dé (teleférico desde Liébana, Cantabria): 1.823 m em 4 minutos, vistas aos três maciços. Jantar em Sotres ou Arenas de Cabrales: cordeiro, cozido lebaniego ou pitu de caleya.
§07 — Perguntas

Perguntas frequentes

É possível fazer a Rota do Cares ida e volta no mesmo dia?

Sim, mas são 24 km e 8-9 h de caminhada, melhor só se tiverem hábito. A maioria faz apenas a ida (12 km, 4-5 h) e volta em transporte ou carro estacionado no outro extremo. A opção mais cómoda: deixar um carro em Poncebos, subir de táxi partilhado até Caín pela manhã, fazer o percurso no sentido Caín → Poncebos.

É perigoso fazer o Cares com crianças?

O percurso não é técnico, mas há trechos com quedas verticais de dezenas de metros sem proteção contínua. Com crianças menores de 10 anos, não o recomendamos. Entre os 10 e os 14 anos, avaliem a confiança do pequeno com a altura e acompanhem-no de perto pelo lado da parede. Para famílias com crianças pequenas, temos melhores destinos na Cantábria ou em Cazorla — perguntem-nos.

Existe transporte de mochilas ou bagagem entre as aldeias?

Não para o percurso do Cares (é só a pé). Para a GR-202 e travessias mais longas pelos Picos há serviços de transporte em táxi entre Posada de Valdeón, Caín, Sotres e Cangas, que o Concierge pode organizar.

O que fazemos se chover ou houver nevoeiro?

O Cares com chuva leve pode ser feito (cuidado com a rocha molhada nos trechos expostos), mas com tempestade ou nevoeiro denso, é melhor mudar de plano. Alternativas cobertas: visitar uma queijaria de Cabrales com degustação, percorrer Cangas de Onís e o Santuário de Covadonga, ou subir Fuente Dé (o teleférico não opera com vento forte; consultar boletim). Sotres e Arenas têm bons restaurantes para esperar a chuva passar.

Onde é melhor ficar hospedado, Astúrias ou Leão?

Se forem centrar a viagem no Cares + Bulnes + Cabrales + Covadonga, fiquem alojados no lado asturiano: Arenas de Cabrales, Sotres, Cangas de Onís ou Poncebos. Se combinarem com Fuente Dé e Liébana, considerem passar umas noites no lado cántabro (Potes). Posada de Valdeón (León) é uma boa base apenas se forem fazer várias rotas pelo maciço central.

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